Vivemos um momento de crise mundial, mas qual crise? Econômica! Sim, também, mas quero falar de outra: crise de felicidade. Você é feliz? O que é preciso ter para ser feliz? Ter muito dinheiro, apenas dinheiro? Ou viver sem dinheiro nenhum? Ou é preciso se pegar a uma religião e “viver apenas para o espírito”? Quem sabe o isolamento dos problemas do mundo urbano seja um caminho? Ou o contrário, é enfrentando o mundo que a felicidade será alcançada?
Em tempos como este, de forte crise econômica, e que um terço da população sofre de algum transtorno mental, é que devemos repensar o modo como conduzimos nossa vida e, principalmente, pelo o que trabalhamos.
Pois, se trabalho para enriquecer enquanto outro empobrece, vem uma crise e leva meu dinheiro, e me torno infeliz. E se trabalho apenas para a minha felicidade, vem alguma outra coisa e mostra que preciso de outras pessoas para conquistar o que desejo e ser feliz.
Se alguém me perguntar: para você, onde está a felicidade? Acredito que na aplicação da boa governança direcionada para toda a sociedade. Explico: em 1972, um rei butanês criou um indicador chamado “FIB” (Felicidade Interna Bruta), que utiliza outras variantes para medir o progresso de uma comunidade, que não apenas a econômica.
Estas variantes são: bom padrão de vida, educação de qualidade, boa saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, uso equilibrado do tempo, bem estar psicológico e boa governança,
Todas essas variantes estão intimamente ligadas e todas elas têm como base a boa governança. Sem a boa governança não é possível alcançar os outros itens. É por isso que digo que é preciso trabalhar para os outros, pois é preciso criar ferramentas que forneçam uma educação de qualidade, que possibilite o acesso à cultura, proteja a natureza, que dê possibilidade para que haja trabalho à todos, garantindo bom padrão de vida para a família.
Tudo isso só pode ser adquirido através da boa governança, que só é alcançada através de políticas públicas baseadas em princípios, tais como responsabilidade, honestidade e transparência.
Veja que desde a década de 1970 já havia pessoas falando em uma vida mais equilibrada e crescimento sustentável. Tudo, entretanto, depende de um fator muito importante, que é o trabalho governamental para proporcionar a felicidade.
Trabalhando para a felicidadeComentários (0) Nossa mata em perigo?
Os ruralistas dizem que o código de 1965 impede o crescimento do agronegócio - temos que lembrar que o país é um grande exportador de commodities, com perspectiva no aumento do consumo nacional e internacional. Já os ambientalistas acusam o novo texto de falta de proteção ambiental e falta de comprometimento com as metas climáticas – lembrando que a Rio + 20 está para acontecer e uma conduta política brasileira tem que se alinhar com as ambições da Conferência. O Código, que saiu da Câmara dos Deputados e seguiu para a aprovação no Senado -- e lá foi muito melhorado – retornou a Câmara, onde sofreu novas alterações. Entretanto, essas mudanças foram significativas para aqueles, que assim como eu, procuram proteger a natureza. Não é possível concordar com alguns pontos alterados como, por exemplo, a anistia para ruralistas que desmataram até julho de 2008. É até essa data, também, que os produtores que receberam multas por não cumprirem as regras de 1965 serão perdoados, que se cadastrem em um programa de regularização ambiental. No total podem ser suspensas multas no valor de R$ 8,37 bilhões. Ou seja, já existia uma lei que foi descumprida. Mesmo depois de tanta agressão, haverá anistia das multas? Não dá para concordar com este ponto. Além deste ponto, é importante sempre lembrarmos que temos um problema crônico de fiscalização no Brasil. Vem acontecendo um desmatamento prospectivo, onde muitos estão desmatando agora, mas já alegam que foi feito em 2008, pois é difícil provar o contrário. Outra questão muito importante que os produtores não analisam – e tenho certeza que o governo está atento para isso -- é a viabilidade dos ecossistemas naturais. Atualmente, a Mata Atlântica está reduzida a 7% da sua cobertura original. A longo prazo é de se esperar que a floresta e seus habitantes naturais não resistam por muito tempo se essas áreas continuarem desse jeito e não houver a recomposição proposta de 20% de cada propriedade, que é o que o código estabelece. O assunto ainda vai gerar muitas discussões e é bom aguardarmos o resultado final com bastante atenção. Não podemos aceitar tudo o que os ambientalistas querem, e também não podemos abrir mão de um crescimento agrícola sustentável. Entre um lado e outro, fico com o que pouco se discutiu até o momento: uma fiscalização mais eficiente e ações penais muito mais enérgicas para quem descumprir a lei que deve ser aprovada, com uma consciência mais ambiental, espero! Comentários (0) |
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Nas últimas semanas o noticiário foi tomado pela aprovação do novo Código Florestal, na Câmara dos Deputados, que agora será apreciado pela presidenta Dilma, que poderá aprovar ou não o texto. Depois de longos 12 anos de tentativas em formular um novo texto, ambientalistas e ruralistas não conseguiram chegar a um consenso. O Código determina como deve ser a preservação de rios, florestas e encostas, combinada com a produção de alimentos e a criação de gado.
O assunto deste artigo é habitação. Quando viajamos para fora de um país e nos perguntam de onde somos, respondemos que somos do Brasil. Se viajamos para outro estado, falamos do estado e cidade que moramos. Se estamos em nossa cidade e nos perguntam de onde somos, falamos sobre o nosso bairro e rua.



